quinta-feira, janeiro 25, 2007

Fantasporto


Ainda se aguentou depois da tormenta que varreu, e continua a varrer, o Porto.
Vai para o ar no sítio do costume (pelo menos, este ano...), entre 19 de Fevereiro e 4 de Março.
E vale bem a pena.

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sexta-feira, novembro 10, 2006

Subsídios



Uma Câmara Municipal tem, obrigatoriamente, de desempenhar um papel activo ao nível da dinâmica cultural da sua cidade. Não se lhe pede que concorra com privados: não lhe cabe bater-se pelos produtos que estes oferecem e não é objecto da edilidade prosseguir e perseguir o lucro - se este ocorrer, tanto melhor; senão, paciência.
Dela espera-se uma outra atitude: formação de públicos e patrocínio de alternativas que não se encontrem no sector privado. O subsídio, mais do que “esmola” ou desperdício/fundo perdido atribuído a lunáticos, deveria ser percebido enquanto aposta num produto cultural, apetecível para um determinado público, potencialmente apetecível para outro e, sobretudo, que não pode ser encontrado, nem oferecido, pelas restantes entidades privadas. É isto que se pede a Rui Rio, é isto que se espera da Câmara Municipal da segunda cidade do país.
E que objectivos alcançam estas iniciativas? Precisamente, oferecer produtos de qualidade que mais ninguém oferece, criar hábitos no público, atrair mais gente à cidade, dar-lhe visibilidade. Vejam-se os exemplos de sucesso obtidos aqui tão perto com a Casa das Artes em Famalicão, a magnífica reabertura do Theatro Circo em Braga ou a aposta de Guimarães no seu Centro Cultural Vila Flor.
O Porto é uma cidade privilegiada; tem salas com excelentes condições para espectáculos musicais, de teatro, conferências ou cinema. E tem público. Rui Rio é que não tem qualquer visão cultural, nem sequer uma ideia sobre o papel da câmara nesta área ou da importância da urbe.
No seu primeiro passo a título de intervenção cultural, Rio exigiu que se tratasse bem a Câmara, afastando o apoio a todos os projectos mais arrojados que ousassem escolher a via da crítica à cidade – uma atitude que espelha a notável e admirável noção de democracia do Presidente.
No seu segundo avanço, Rio cortou o mal pela raiz: decidiu não patrocinar ou apoiar os projectos vindouros, tout court, sem sequer apreciar a respectiva qualidade, objectivos a prosseguir, viabilidade e entidade - o futuro é tratado da mesma forma: não há apoios para ninguém. E por aqui não é possível perceber o objectivo da cruzada contra os eternos subsídio-dependentes; é que quando se nega veemente o apoio, sem conhecer sequer o projecto a apoiar, a intenção não pode ser a de combater os ditos parasitas, mas tão-só a de aniquilar culturalmente a cidade.
Ao menos, não perdeu o tino: lembro-me, por exemplo, da ocasião em que assinalou um avanço importante da cidade rumo à modernidade, ao inaugurar um wc para cães, com direito a conferência de imprensa in loco e registada para telejornais.
Como diria o grande Godinho, “cá se vai andando, com a cabeça entre as orelhas”…

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terça-feira, novembro 07, 2006

Fuga para a periferia

E quem não dorme é Mário Dorminsky, que depois do manifesto de Rui Rio, já se chega à frente.
(Já agora, e a propósito desta troca de galhardetes, alguém me saberá dizer se a próxima edição do Fantas Porto também vai ser despejada? Beatriz Pacheco Pereira diz que não. Eu tenho dúvidas.)

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segunda-feira, novembro 06, 2006

Devaneio

Não se assustem os munícipes com este devaneio. Afinal, o mesmo só se destina a combater “um preocupante fenómeno de desajustada subsídio-dependência”.
Seguramente, naquilo que para lá desta dependência possa existir, a vida cultural da cidade não vai esmorecer: a Lenta Divagação sabe que os próximos espectáculos de fogo de artificio e pirotecnia, quer de passagem de ano, quer de festas populares, continuarão a ser patrocinados pela Edilidade, assim como a monumental correria de soberbos bólides pela Avenida da Boavista, quer para cima, quer para baixo.
Valha-nos isso.

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quinta-feira, outubro 26, 2006

Opção correcta

De facto, isto faz mais sentido do que assaltar espaços públicos.

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quarta-feira, outubro 25, 2006

Reflexão

...a propósito do arranque da 7ª Festa de Cinema Francês no Porto. Foi ontem e chamaram-me à atenção dois factores:
- O Rivoli só esteve incluído no certame para a sessão inaugural; os restantes filmes serão projectados nos Cinemas Cidade do Porto;
- Por obra e graça de alguém, os bilhetes para a sessão de ontem foram gratuitos.
Depois do turbilhão à volta do espaço municipal, estes factos não deixam de ter alguma piada... terá sido um descarregar de areia para olhos ou tratou-se apenas de um momento de puro mecenato?

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domingo, outubro 22, 2006

Correcção...

...ao post anterior sobre a 7ª Festa do Cinema Francês, para acrescentar que a projecção dos filmes será partilhada entre o Rivoli e o Cinema Cidade do Porto.

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sábado, outubro 21, 2006

7ª Festa do Cinema Francês

Apontem na agenda: vai passar pelo Rivoli, entre os próximos dias 24 e 29 de Outubro, a 7ª Festa do Cinema Francês, evento organizado pelo Consulat Général de France e pela Alliance Française do Porto. Os bilhetes para cada sessão custam 3,5 €.
Vão lá que vale a pena; afinal, nem só de circo mediático vive o Rivoli…

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quarta-feira, outubro 18, 2006

Porto nos iis...


De um lado, o folclore do costume, com recurso a barricadas e tomadas de espaços públicos para tempo de antena em horário nobre; do outro, um presidente da Edilidade que aproveita qualquer oportunidade para se demitir das suas funções, contribuindo para o acentuar do cizentismo da cidade e carregando como porta estandarte cultural de referência, o fomento de uma corrida de chaços de mil novecentos e troca-o-passo.

Assim fica difícil.

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terça-feira, outubro 10, 2006

Morte anunciada?

Ao que parece, o Hard Club, em Vila Nova de Gaia, está por um fio, sendo mais que certo que só se aguente em pé, pelo menos com a actual gerência, até ao final do ano.

A novidade, a confirmar-se, não é surpreendente. A ambição do Hard Club sempre me pareceu demasiado arrojada e com custos muitos elevados para se poder manter durante tanto tempo. Até porque é um local de difícil fidelização de público, e basicamente por três ordens de razão.

Em primeiro lugar, devido à sua localização. Não existem transportes públicos e o estacionamento é mentira. Ou se vai de táxi, ou se deixa o carro em cascos de rolha. E as duas hipóteses não são agradáveis, pelo que só se opta pelo Hard Club quando o cartaz se impõe.

Ora, precisamente, aí está o segundo problema da sala nortenha: o cartaz é quase sempre direccionado para nichos de público e que não costumam partilhar espaços musicais. Ou temos actos de hip hop ou manifestações de metal. Ocasionalmente lá aparece algo diferente. Como é lógico, a casa não consegue ter um público certo.

Mas isso até nem seria problemático, se estivéssemos a falar de um espaço relativamente pequeno, como o caso do Porto Rio ou do Tertúlia Castelense. Não, o Hard Club é já uma sala de média/grandes dimensões, com as despesas e custos que isso acarreta. Assim é dificil, julgo eu, manter um cartaz apelativo e que consiga encher a sala de quando em vez. Dito em miúdos, para dar lucro é preciso suar muito.

Tenho pena que chegue ao fim. Fazem falta salas desta dimensão ao Grande Porto e o Hard Club marca a diferença em termos de condições para receber concertos. Recordo-me, por exemplo, de um enormíssimo concerto que os Mogway lá deram aqui há uns anos. A ver vamos como correm as coisas e o que se fará com a casa. Fala-se em restaurante de luxo. Bem, se não acontecer como o Palha D’Aço…

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sexta-feira, setembro 15, 2006

Marionetas


O Festival Internacional de Marionetas do Porto arrancou ontem e estará pela Invicta até ao próximo dia 24 de Setembro.

Bonecos com vida e vida de bonecos, porque é também de trapos e cordelinhos que se faz o dia a dia.

A espreitar no Rivoli.

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quinta-feira, agosto 17, 2006

Esta piscina...


...não tem nadador-salvador, nem chuveiros.

Não obstante, gera consensos; sendo a verdade nada mais do que uma coincidência de subjectividades, atentas as minhas últimas sondagens é já possível concluir: "isto" não é bonito!

Reparem: sobre a renovada avenida dos aliados discute-se tudo e mais alguma coisa, seja a calçada, o verde, os bancos, os espaços, os passeios - ou a ausência destes elementos todos.

Mas ninguém discute a piscina...

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quarta-feira, agosto 09, 2006

O regresso ao velho Porto



A Sala Bebé, no mitico Batalha, está de volta!

E regressou um bocadinho mais verde do que o habitual (o brilho da cor das cadeiras - verdes, muito verdes - fere, mesmo quando se apagam as luzes... mas gostei).

O Cineclube do Porto também se esforça; o público é que já nem por isso.

Assim, apenas 5 pessoas se deslocaram à sala renascida para assistir, no passado Domingo, ao mundo de loucura de Raul Ruiz. "Aquele dia" não é só, como o portfolio transmitia, um "convite ao deslumbramento", uma "fábula política" ou "um filme policial".

Toda a película é uma dança de loucos: em plena Suiça imaginária, absorvida por constantes exercícios militares, um velho empresário arruinado e a contas com demasiados problemas financeiros, tenta salvar a pele planeando matar a sua própria filha, para assim beneficiar de uma herança da qual esta era a única e universal beneficiária.

Uma especial vénia ao assassino contratado para o efeito, o Sr. Pointpoirot - depois da chacina, há que pentear bem o cabelo...

E que saudades de ver um filme e ouvir a máquina de projecção a trabalhar!

Mas, convenhamos, a 4 euros o bilhete e com a (quase) ausência de publicidade ao ciclo de cinema, não me admira que, daqui a uns tempos, a sala volte a fechar.

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Autor

  • sombra
  • Porto, Portugal
  • sombra.lenta@gmail.com
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